Pós Parto: Pode ser um Momento Difícil!

Conceito e o manejo da depressão pós parto, a importância de prevenir uma nova gestação durante esse período com o uso de métodos contraceptivos.

“Ele nasceu! É lindo, saudável, a família está feliz, mas tem algo estranho comigo... Dentro de mim, tem uma tristeza que não consigo entender.”

Por meses, você esteve exposta a altos níveis de hormônios femininos (estrógeno e progesterona). De repente, horas após o parto, esses níveis de hormônio caem vertiginosamente, podendo ser um fator decisivo no desencadeamento de transtornos pós- parto.

Estatísticas apontam que entre 50% a 80% das mulheres apresentam certa tristeza, irritabilidade e melancolia até 15 dias após o parto, sintomas que desaparecem espontaneamente, um fenômeno descrito como tristeza pós-parto (Baby Blues).

Entretanto, se os sintomas persistirem e piorarem com o passar dos dias, ou surgirem após semanas do nascimento, é sinal que você pode estar sofrendo de depressão pós-parto.

A depressão pós-parto é uma condição de profunda tristeza, desespero e falta de esperança que acontece logo após o parto. Dentre os diversos fatores relacionados com o surgimento da doença alguns merecem destaque: privação de sono, isolamento social, alimentação inadequada, sedentarismo, falta de apoio do parceiro e familiares, outros transtornos mentais anteriores à gestação e dependência química.

A depressão pós-parto, quando não tratada adequadamente, incapacita a mulher, tornando as tarefas mais simples do dia a dia, como tomar banho, situações de grande dificuldade. Nesses casos, é importante procurar um profissional de saúde para entender a situação e escolher qual a melhor estratégia. O acompanhamento pré-natal, o apoio familiar e a divisão de tarefas relativas ao recém-nascido são aspectos importantes na manutenção da saúde mental da mulher em todos os períodos da gestação e puerpério.

Referências

CAMPOS, B.C. & RODRIGUES, O.M.P.R- Depressão Pós-Parto Materna: Crenças, Práticas de Cuidado e Estimulação de Bebês no Primeiro Ano de Vida. Psico, Porto Alegre, v. 46, n. 4, pp. 483-492, out.-dez. 2015